Atualizado: 10 de settembre, de 2010

Directo do Túnel do Tempo: O Bolachão

leonscottNo século XIX, Leon Scott, conseguiu o registo do som, emitido pelos corpos capazes de reproduzi-lo. Thomas Alva Edilson inventou uma máquina capaz de ouvir uma gravação reproduzida. O aparelho constava de um cilindro, coberto com papel de estanho, e um pavilhão contendo, no fundo, um diafragma, no qual se fixava uma agulha. Por meio de uma manivela especial, comunicava-se ao cilindro um movimento de rotação e outro, mais lento, de translação, de modo que a agulha, apoiada no papel de estanho, produzia um sulco, riscando uma curva espiral ininterrupta.

Quando se emitia um som diante do pavilhão (pessoa falando, cantando), as ondas sonoras provocavam vibrações no diafragma e, por conseguinte, na agulha, que, ao subir e descer, oscilando, produzia no papel de estanho uma série de elevações e depressões. Era como que a inscrição do som num corpo sólido, podendo-se gravar assim a qualquer momento, para reproduzir o som original. Fazendo passar a agulhar do diafragma pelo sulco traçado durante a gravação, ela acompanhava as sinuosidades existentes e tornava a vibrar de modo idêntico.

Essas oscilações se transmitiam àquele diafragma e depois ao próprio ar, onde novamente se formavam ondas sonoras audíveis, que repetiam os sons iniciais.
Embora se tratasse de concepção genial, a reprodução não era perfeita, e a máquina de Edilson apresentava deficiências: a gravação na folha de estanho só podia ser tocada poucas vezes e não permitia cópias, nem mesmo a possibilidade de o papel ser retirado e guardado. Não obstante, não recebeu qualquer aperfeiçoamento até 1885, quando Alexander Graham Bell, C. A. Bell e Charles Summer Tainter substituíram o papel de estanho por um invólucro de papel encerrado, que já se podia recolher com facilidade.

emileberlinerEm 1887, Émile Berliner apresentou um novo sistema de reprodução de sons, empregando discos semelhantes aos actuais – planos e redondos, com um sulco em espiral feito de fora para dentro. De acordo com as patentes, entretanto, Edilson tinha os direitos da gravação com sulcos, e Bell – Tainter os da impressão em cera; Berliner foi levado a procurar uma solução nova, que encontrou. Valeu-se de um disco de zinco, metal macuo, coberto com uma fina capa de cera. Na gravação, a agulha serpenteador transversal no registo das vibrações. Depois, era aplicado um ácido que atacava somente o metal, produzindo um estria nos lugares em que a agulha havia retirado a cera. Em seguida, derretia-se o restante de cera e o disco ficava terminado.

Mas o sistema oferecia o grande inconveniente de só permitir um disco de cada vez, sem a possibilidade de cópias. E Berliner teve de prosseguir em novas experiências, acabando por ser bem sucedido: recobriu o disco original com um metal mais duro e obteve um molde, isto é, um reprodução em negativo do original, com o qual conseguiu outros discos. para isso, precisava utilizar matéria que amolesse ao ser aquecida e, ao esfriar, readiquirisse a dureza necessária: de início, utilizou a borracha, mas em 1897 passou a usar o acetato de celulose, de enorme aplicação até por volta de 1948 e ainda utilizado actualmente, embora em menor escala.
Em 1896 o gramofone era vendido em todos os EUA e teve início a produção de milhares de discos. tais gravações eram denominadas mecânicas ou acústicas, feitas através do poder mecânico das ondas sonoras. Os discos também eram tocados mecanicamente.

Em 1925, verificou-se verdadeira revolução, com a primeira gravação elétrica – para o que contribuíram os estudos de A. G. Webster, H. C. harrison, C. R. Hanna, J. Slepian e J. P. Maxfield, entre outros. Pouco antes havia surgido o amplificador de válvula e o rádio, as vávulas transformando correntes elétricas pequeníssimas em outras de muito maior intensidade. Já se conheciam os microfones, aparelhos capazes de transformar os impulsos eléctricos nos sons originais. Desde então, todos os discos foram fabricados de acordo com o novo sistema. Passaram a reproduzir o som com maior naturalidade.

gramophone1949Até 1926, os discos tinham geralmente de 78 a 80 rotações por minuto, com diâmetro de 10 a 12 polegadas, e cerca de quatro minutos de duração. Por volta de 1931, a companhia RCA ofereceu um modelo de 12 polegadas e 33 1/3 rotações por minuto; operava durante quinze minutos de cada lado, com sulcos muito mais finos, para agulha de 0,025mm. Comercialmente, porém, os discos desse gênero só surgiram em 1948, sob a marca da Colúmbia, constituindo a extraordinária novidade da longa duração, o LP (long play). Resultado das experiências de um grupo de técnicos dirigidos por Peter Goldmark, apresentavam a vantagem da economia e do fabrico com vinilite, material plástico flexível e resistente, que produz muito pouco ruído pela fricção. Em 1949, A RCA lançoum discos de sete polegadas e 45 rotações por minuto.

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