Atualizado: 9 de settembre, de 2010

Tribos urbanas têm prazer na dor

Adrenalina e muita dor não são mais promessas de filmes de terror, principalmente em “3D”, mas os que se enveredam pelos caminhos do piercing e companhia têm sessões de sofrimento e lágrimas garantidas.

A corrida por aço cirúrgico, titânio, ouro 14, nióbio e outros metais menos rejeitados pelo corpo humano é grande entre jovens das mais diversas classes sociais.

Problemas na colocação de piercings são comuns em vários países. Uma pesquisa realizada pela Associação Médica Britânica estima que sangramentos, pequenas infecções e inchaço em volta do furo ocorrem em 30% dos casos,
qualquer que seja o local em que se pendure o acessório.

Há cuidados básicos que ajudam a prevenir complicações. O uso de luvas e agulhas descartáveis, por exemplo, é fundamental para evitar inflamações corriqueiras e contágio por vírus da Aids ou da Hepatite B. Instrumentos cirúrgicos não-descartáveis precisam passar por esterilização em estufa, depois de cada uso.

Por maiores que sejam os cuidados de higiene, entretanto, nada elimina completamente o risco de alguma infecção, apenas diminui. Piercings na língua são os mais perigosos. Podem provocar infecções na gengiva, problemas respiratórios e até prejudicar a fala.

No nariz e na parte superior da orelha, as contaminações ocorrem porque o tecido das cartilagens tem pouca irrigação. Isso dificulta a acção defensiva do organismo no combate aos micróbios. No caso das mucosas (lábios, língua e genitais), a humidade pode abrir caminho para a proliferação de fungos e bactérias.

No umbigo, Piercings na línguaas dobras da pele dificultam a higienização.

Todos os estabelecimentos que fazem a colocação de piercings deveriam atender aos parâmetros de higiene estabelecidos pelas autoridades competentes. Mas não é o que acontece.

A falta de fiscalização gera um grande número de locais não devidamente regularizados, colocando em risco a saúde dos seus clientes.

É importante saber que a Hepatite C, diferentemente da Hepatite B, não tem sintomas. Quando o paciente procura um médico, dez ou 20 anos após ser infectado, geralmente o quadro já é grave e o fígado já está comprometido.

Casos como o de Felipe Klein, encontrado morto no dia 17 de abril de 2004, chocam a sociedade.
Ele era filho de um político Influente no Brasil – deputado federal por quatro vezes e ministro de FHC. Felipe tinha apenas 20 anos e o corpo todo tatuado com desenhos de demônios.

Possuía argolas nos genitais, nos mamilos, nos lábios, no nariz e nas orelhas (estas com orifícios da largura de um dedo).
A língua tinha sido cortada ao meio e cicatrizada, parecendo a de um lagarto.

O jovem tinha ainda uma espécie de chifre na testa, feito de silicone, e pretendia aplicar esferas de silicone nas costas, para ficar mesmo parecido com um lagarto
(um dos vinte animais que mantinha em seu quarto, no luxuoso apartamento onde morava).

Filho de pais divorciados, o rapaz apresentava fortes indícios de depressão e de doenças psicológicas. Também foi constatado que o pai era alcoólatra. O costume de tatuar o corpo existe há centenas de anos. A idéia original era marcar a pessoa indicando posse.

Na época da escravidão, escravos e animais eram marcados com as iniciais dos seus senhores. Hoje, a indústria da tatuagem tem uma infinidade de motivos aparentemente inocentes, mas que continuam com a idéia de marca de propriedade.
Nota-se que a maioria dos jovens tatuados vem de famílias destruídas, ou passaram por decepções e traumas no passado.

Essa dor, talvez inconscientemente, ainda pulse dentro deles, levando-os a quererem chamar a atenção de quem amam, ou da própria sociedade, numa forma de protesto. O corpo foi feito pra ser cuidado e preservado.
Ao contrário do que pensam é importante fazer bom uso dele,porque um dia todos irão prestar contas do que fizeram com ele.

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#1 Comentário

  • Leandro

    settembre 11, 2010 ás 07:24h

    É isso aí, o nosso corpo é templo de Deus, por isso temos que cuidar dele e preservalo para o nosso Senhor.
    Tamo na FÉ!
    FJPombal!